Essa linha de pesquisa busca responder questões relacionadas à relação entre meio ambiente, recursos naturais, mudanças climáticas, economia e o desenho de políticas de mitigação, adaptação e preservação. Para tanto, utiliza técnicas de valoração ambiental, análise de custo benefício e custo efetividade além de ser possível mensurar efeitos através de análise de regressão.
Entre os principais bens e serviços provenientes do meio ambiente aos seres humanos e suas atividades econômicas podemos citar:
- fonte de energia e insumos para a produção: combustíveis fósseis, madeira, minérios, água, peixes, etc.
- depósito final de resíduos e emissões;
- serviços ecossistêmicos e biodiversidade: atmosfera respirável, água limpa, regime climático habitável, ciclagem de nutrientes, etc;
- recreação/comodidades: observação da vida selvagem, praia, paisagem, etc.
- repositório de informações genéticas: ajuda a determinar a estabilidade e resiliência do sistema ambiental.
Nesse contexto, a atribuição de valores monetários ao meio ambiente auxilia na elaboração de políticas públicas de conservação, comparação entre diferentes alocações ou políticas ambientais e na geração de alocações socialmente desejáveis/ eficientes.
Por sua vez, a economia das mudanças climáticas procura fazer uma ponte entre ciência e política ao traduzir previsões científicas sobre os sistemas físicos (clima, temperatura, precipitação, emissões de gases efeito estufa, etc) em projeções sobre o crescimento econômico e bem-estar, de forma acessível aos formuladores de políticas públicas. Adicionalmente, dá maior enfoque aos aspectos relacionados à incerteza, impactos intergeracionais, mudanças tecnológicas de longo prazo, entre outros, oferecendo insights teóricos e empíricos relevantes para o desenho de políticas para reduzir, evitar ou adaptar às mudanças climáticas.
Dessa forma, algumas questões que podem ser respondidas nesta linha de pesquisa são:
- valoração de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e pagamentos por serviços ambientais;
- análise de custo-benefício de recuperação florestal, adoção de energias limpas, etc;
- estudo de mecanismos de mercado como impostos sobre emissão de CO2 (carbon tax) ou licenças de emissão (ETS emission trading scheme);
- estimativas de benefícios de mitigação e avaliações aprimoradas dos custos de tais políticas;
- mensuração dos impactos econômicos e sociais das mudanças climáticas na produção, agricultura, saúde, educação, desigualdade, etc;
- impactos econômicos e sociais de desastres naturais;
- impactos de políticas de mitigação e adaptação sobre o PIB, balança comercial, empregos, custos, etc;
